Subcapability 02 de 04 · Security Engineering

Threat Modeling

STRIDE e attack trees no design que identificam ameaças antes de qualquer código, eliminam o redesign forçado por vulnerabilidade em produção e incorporam risco ao raciocínio arquitetural.

O que está em jogo

O time projetou a integração com parceiro sem mapear o que acontece quando o token é roubado. Descobriu em produção, com cliente afetado e notificação de incidente obrigatória. Cada decisão arquitetural que ignora ameaça potencial adia o custo de segurança para o momento de maior impacto.

O que é, na prática

Uma vulnerabilidade descoberta em produção exige dois custos simultâneos. O custo técnico de remediação, que em arquitetura estabelecida pode exigir redesign significativo. E o custo de impacto ao usuário, que em sistemas financeiros ou de saúde carrega consequência regulatória. Os dois são evitáveis quando a ameaça é identificada antes de qualquer código ser escrito. A fase de design é quando mudar uma decisão de segurança custa uma conversa, não um sprint de retrabalho.

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O que muda no resultado quando essa subcapacidade amadurece.

Perguntas frequentes

Quem deve conduzir o threat modeling: time de segurança ou time de produto?

O threat modeling mais eficaz é conduzido colaborativamente. O time de produto conhece o domínio e os casos de uso. O time de segurança conhece os padrões de ataque. Security Champions nos squads são a ponte que torna esse processo escalável sem depender de um especialista centralizado em cada feature. O resultado da colaboração é um threat model que cobre tanto ameaças técnicas quanto ameaças específicas do contexto de negócio.

Com que frequência o threat model deve ser atualizado?

Cada mudança arquitetural relevante justifica uma revisão: nova integração com sistema externo, novo fluxo de dado pessoal, mudança no modelo de autenticação, novo endpoint público. Sistemas que não mudam podem ter revisão semestral. Sistemas em desenvolvimento ativo devem ter revisão a cada sprint de design significativo. O critério é mudança de superfície de ataque, não calendário.

Como escolher entre STRIDE e PASTA para threat modeling?

STRIDE é mais adequado para times que estão começando com threat modeling: a estrutura de seis categorias é direta e aplicável a qualquer tipo de sistema. PASTA adiciona análise de impacto no negócio e simulação de cenário de ataque, sendo mais adequado para sistemas com exposição direta a risco financeiro ou regulatório alto. Para a maioria dos contextos, STRIDE com MITRE ATT&CK como referência de adversário cobre o espectro necessário.

O que é MITRE ATT&CK e como ajuda no threat modeling?

MITRE ATT&CK é uma base de conhecimento de táticas e técnicas usadas por adversários reais, organizadas por fase de ataque. Em threat modeling, ATT&CK ajuda a fundamentar hipóteses de ameaça em comportamento adversarial observado, em vez de ameaças teóricas genéricas. Para cada sistema, é possível identificar quais técnicas da matriz são relevantes dado o perfil do adversário mais provável, tornando a análise mais precisa e priorizada.

Threat modeling se aplica apenas a sistemas novos ou também a sistemas legados?

Aplica-se aos dois, com abordagem diferente. Para sistemas novos, threat modeling ocorre durante o design. Para sistemas legados, começa com um threat model de estado atual que mapeia a superfície de ataque existente, identifica controles presentes e ausentes, e prioriza remediação por risco. Muitas organizações descobrem, no primeiro threat model de um sistema legado, ameaças que existiam há anos sem controle associado.

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