Subcapability 02 de 05 · Arquitetura Corporativa

Governança Técnica

Architecture Decision Records e fitness functions como código que habilitam autonomia técnica dentro de critério explícito, substituindo o comitê de aprovação por coerência sistêmica verificável.

O que está em jogo

O time de cada squad toma decisões técnicas de forma independente. Em seis meses, a integração entre áreas virou projeto de dois trimestres porque cada time escolheu abordagens incompatíveis. O arquiteto é convidado para resolver o problema depois que o custo já foi pago. Governança técnica que chega depois do dano tem o custo dobrado: o trabalho de remediar e o trabalho que precisou parar para isso.

O que é, na prática

Governança técnica sem critério explícito produz um de dois extremos com custo alto. Aprovação em cascata: cada decisão técnica sobe até alguém sem contexto suficiente para decidir bem. Ou autonomia total: cada time escolhe tecnologia, padrões e abordagem sem coordenação. Nos dois casos, o custo de integração e manutenção cresce sem sinal visível até o stack se tornar o gargalo de qualquer iniciativa.

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O que muda no resultado quando essa subcapacidade amadurece.

Perguntas frequentes

Architecture Decision Records são o mesmo que documentação técnica?

ADRs documentam a decisão e o raciocínio por trás dela, não a implementação. A diferença é que documentação técnica explica como algo funciona. ADR explica por que foi feito assim, quais alternativas foram consideradas e em que contexto a decisão faz sentido. Quando o contexto muda, o ADR que documenta a decisão original é o ponto de partida para reavaliar.

Como evitar que o processo de ADR vire burocracia que ninguém usa?

Limitando o escopo a decisões realmente estruturais, aquelas com custo alto de reverter, e mantendo o formato curto. Uma boa ADR cabe em uma página. O critério de quando escrever um ADR é simples: se a decisão vai custar mais de um sprint reverter, merece registro. Se cabe em um comentário de PR, não precisa de ADR.

Fitness functions funcionam com qualquer linguagem e stack?

Fitness functions são independentes de linguagem. São verificações automatizadas que validam propriedades do sistema: acoplamento, cobertura de testes por camada, conformidade com padrões de nomenclatura, tempo de build. Cada propriedade arquitetural que pode ser medida pode virar uma fitness function. A implementação depende do stack, mas o conceito é universal.

Como implementar governança em organizações com múltiplos times autônomos?

Separando o que é padrão da empresa, o que é padrão por domínio e o que é autonomia do time. Padrões de empresa valem para todos e são poucos. Padrões por domínio valem para times que compartilham contexto técnico. Autonomia do time cobre o que é detalhe de implementação. Governança eficaz define claramente os três níveis.

Quando faz sentido ter um Architecture Review Board?

Quando há decisões recorrentes com impacto sistêmico e nenhum processo formal de revisão. O ARB resolve o problema de coordenação, mas só enquanto não há ADRs e fitness functions que documentem e validem os critérios automaticamente. À medida que os critérios se tornam explícitos e verificáveis, o ARB pode ter cadência menor e foco em decisões genuinamente novas.

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